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Movimento inicia processo para uma auditoria cidadã à dívida pública

Rui Viana Pereira, 13/11/2011

Em declarações à Agência Lusa, Raquel Freire – do Movimento 12 de Março – explicou que «pessoas de diversas sensibilidades, sectores e movimentos sociais decidiram juntar-se porque estão conscientes que é urgente e fundamental que haja uma nova abordagem ao problema da dívida».

Para além da cineasta Raquel Freire, entre os participantes desta iniciativa estão o economista José Maria Castro Caldas, o actual secretário-geral da CGTP Manuel Carvalho da Silva, a ex-secretária de Estado da Educação Ana Benavente, o ex-secretário de Estado das Finanças António Carlos Santos e o ex-deputado e economista José Guilherme Gusmão.

«Nós, cidadãos, evocando o direito da transparência democrática – direito fundamental à informação – queremos saber em nome de quê e porquê nos impõem estas políticas que destroem aquilo que é a base da democracia». Segundo Raquel Freire, «há uma vastíssima plataforma de cidadãos e cidadãs que se juntaram nesta tarefa de querer defender a democracia e a transparência democrática» em Portugal.

«Uma auditoria cidadã vai ver o que é a dívida pública, em que é que foi gasto o nosso dinheiro até agora, como é que foi gasto, se foi gasto em prol dos cidadãos, se foi em prol de interesses privados, ou se foi, por exemplo, em atividades corruptas», declarou à Agência Lusa.

A cineasta explicou que «para que se faça uma auditoria cidadã à dívida pública é preciso que haja uma comissão, que vai analisar tudo o que foi dívida pública até agora» no nosso país.

«Vamos anunciar terça-feira quem são os subscritores que vão lançar uma iniciativa de auditoria cidadã, a lançar num grande encontro com a população. Vamos fazer uma Convenção em Lisboa para a qual o povo português está convidado a participar», antecipou.

Segundo Raquel Freire, este processo já foi feito, com sucesso, no Equador e na Islândia e está a ser feito na Irlanda, na Grécia, na França, na Bélgica.

«É um movimento internacional de cidadãos que se estão a juntar porque perceberam que os governos até agora andaram a gastar o dinheiro público de formas antidemocráticas. Nunca uma auditoria cidadã foi feita em Portugal», enfatizou.

Para a participante nesta iniciativa «isto é uma questão de decisão política» porque, neste momento, «a democracia está em risco e os cidadãos têm que ser ativos», sob pena de, se continuarem «a dormir», podem acordar numa ditadura.

«Há dados que nós vamos pressionar o poder político para nos dar, e por isso vai haver uma petição; há dados que são públicos e há os que não são públicos e que teremos que apelar à cidadania das pessoas para que nos enviem informação», acrescentou.


Editado por Rui Viana Pereira & Leonor

 

Fontes e referências

ionline, por Agência Lusa, 12/11/2011

 
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