Michel Husson

Estatístico e economista; trabalha no Instituto de Investigação Económica e Social [Institut de recherches économiques et sociales]. Membro da Comissão de Auditoria para a Verdade sobre a Dívida Grega, desde 2015.

http://hussonet.free.fr/fiscali.htm

graffiti na Universidade CEPT

Em Agosto de 2015, poucas semanas após o não expresso em referendo1, o Governo grego assinou o terceiro acordo (Memorando de Entendimento) com os credores. A Grécia receberá periodicamente empréstimos que lhe permitem reembolsar a sua dívida, mas com uma condição: fazer «reformas» que serão periodicamente avaliadas. Da primeira avaliação (review) resultou um pacote de reformas, entre as quais a redução das pensões de reforma. A segunda avaliação, prevista para finais de 2016, previa a adopção de novo pacote de reformas, nomeadamente com efeitos sobre o mercado de trabalho.

Mais um artigo da série «Sair do euro ou não?», este de Michel Husson, que nos coloca a saída do euro como uma questão secundária ou de recurso – mero instrumento de pressão num possível cenário de negociação e refundação duma Europa anticapitalista onde seja dada prioridade às questões sociais e à cooperação entre os povos europeus.