João Silva Jordão

O Orçamento de Estado de 2013, para além de não ser nosso, é injusto e socialmente irresponsável. Mas existem alternativas que podem ser implementadas para reformar profundamente o processo de orçamentação de modo a assegurar que os orçamentos de Estado reflictam a vontade da população.

A questão política de maior importância neste momento de crise profunda continua a ser a dívida pública. Cedendo à chantagem austeritária, os governantes vão arrastando toda a população para a escravatura.
A única solução para esta queda no abismo continua também a ser a mesma: o repúdio da dívida - uma dívida tão ilegítima como seria um «empréstimo» feito à boca do multibanco sob a ameaça duma faca de ponta-e-mola.

Muitos comentadores políticos e económicos especulam sobre a saída da Grécia do Euro, ou até sobre a eventual dissolução da Zona Euro. Porém, o discurso dos líderes dos países mais poderosos, assim como das figuras mais influentes da União Europeia e do Banco Central Europeu, revelam a sua proposta: «resolver» a crise da dívida soberana com uma maior centralização de poder na Europa; ou seja, maior integração financeira e económica, abdicação parcial da soberania e, por fim, federalização da Europa.


O verdadeiro valor das notas de euro...

Uma notícia que demonstra de forma indirecta a verdadeira natureza da moeda que utilizamos está a circular a internet. Um artista Irlandês, Frank Buckley, construiu uma casa com notas «descomissionadas», o que quer dizer, notas que foram retiradas de circulação e que portanto foram destruídas. Mas ao verificar esta história que conta a aventura de um artista Irlandês que perdeu a casa graças à crise e que decidiu construir uma casa com «tijolos» feitos de notas rasgadas, podem-se apurar factos sobre o euro que para muitos ainda são completamente desconhecidos.<--break->