Via Internet, o CADTM pôs à disposição do público a sua publicação Os Números da Dívida 2012, actualizada e acrescentada pelos autores – Damien Millet, Eric Toussaint e Daniel Munevar. Esta obra, actualizada todos os anos, fornece-nos dados numéricos preciosos sobre a crise mundial da dívida. Pode ser livremente descarregada para uso pessoal. Pode ser colocada noutros sites, na condição de ser enviada nota aos autores e fornecida uma ligação para o sítio www.cadtm.org. Pode ser reproduzida e impressa com fins estritamente não comerciais.

Para descarregar o livro ou lê-lo online, visite: http://cadtm.org/Os-numeros-da-divida-2012

autores: CADPP ; 13/12/2012 ; secção: Documentação

António Garcia Pereira, a convite do Grupo de Estudos Políticos, que funciona no âmbito do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 21 de Novembro 2012, responde a uma pergunta que todos aqueles que se opõem à suspensão do pagamento da dívida se recusam colocar e responder frontalmente.

autores: Rui Viana Pereira, António Garcia Pereira ; 05/12/2012 ; secção: Artigos

Desde 2007-2008, os grandes bancos centrais (BCE, Banco da Inglaterra, a Fed nos EUA, o Banco da Suíça) têm como prioridade absoluta tentar evitar o colapso do sistema bancário privado. Contrariamente ao discurso dominante, a principal ameaça para os bancos não é a suspensão do pagamento da dívida soberana pelo Estado soberano. Desde 2007, nenhuma das falências bancárias foi causada por essa falta de pagamento. Nenhum dos resgates bancários levados a cabo pelos Estados teve como causa a suspensão de pagamentos por parte de Estados sobreendividados. Desde 2007 o que ameaça os bancos são as dívidas privadas que os bancos foram gradualmente fomentando devido à grande desregulação iniciada em finais dos anos setenta e concluída nos anos noventa.

autores: Eric Toussaint ; 03/12/2012 ; secção: Documentação

A APR – Associação Portuguesa de Realizadores – denuncia veementemente a política prepotente de controlo e de aniquilação das imagens em Portugal. A produção e a fruição das nossas próprias imagens é um direito de expressão e de plena cidadania democrática. Nas sociedades modernas a captação, a propriedade, a manipulação e a divulgação das imagens está intrinsecamente ligada ao exercício pleno da cidadania e à soberania. Através da sua produção, utilização e controlo pode-se assegurar a manutenção do poder democrático ou afectar a transparência e a representatividade do poder político perante a sociedade.

autores: Rui Viana Pereira, APR ; 28/11/2012 ; secção: Artigos

Segundo declarações de um elemento da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ao Jornal de Notícias, os trabalhadores sofreram a maior carga policial verificada no centro de Lisboa desde 1990. No momento em que escrevemos estas linhas chegam-nos notícias de crianças, idosos, pessoas em cadeiras de rodas que foram agredidas a eito. Além da carga de bastonada e dos cães, a polícia fez vários disparos de armas de fogo na Av. D. Carlos (Lisboa), para onde fugiu uma parte dos manifestantes . O local da manifestação ficou deserto em poucos segundos, à excepção dos feridos que terão ficado para trás.

As chefias da polícia tenta justificar a evacuação à bastonada e a tiro de todos os manifestantes aglomerados em S. Bento (Lisboa) com o facto de ter sido agredida à pedrada por um pequeno grupo de manifestantes.  Mas esta carga policial ocorre 24 horas depois de uma outra acção policial invulgarmente violenta de agressão aos estivadores, na zona da Expo (Lisboa) – com disparos de armas de fogo da polícia, como se deduz pelos vídeos disponíveis, e grande número de feridos. [ver nota 1] 

autores: Rui Viana Pereira ; 14/11/2012 ; secção: Artigos

Breve história da génese e natureza das funções sociais do Estado. Os poderes públicos e as tendências neoliberais tentam fazer passar uma versão branqueada destes dois aspectos, para melhor aplicarem a política de privatização do Estado-providência.

Este artigo faz parte do dossier do CADPP sobre o Estado-providência.

autores: Rui Viana Pereira ; 12/11/2012 ; secção: Documentação

Os responsáveis pelos poderes públicos entraram numa fase discursiva mais clara e radical – a defesa de um «novo paradigma» de Estado. A esta nova fase do poder deveria corresponder uma nova fase de luta dos movimentos sociais – igualmente frontal, igualmente agressiva, igualmente radical.

autores: CADPP ; 01/11/2012 ; secção: CADPP

A chamada «dívida pública» do Estado português é na verdade um conjunto de dívidas privadas que foram «socializadas». Não cabe aos trabalhadores pagar essa dívida – nem directa nem indirectamente. Não faz sentido colocar a questão da «legitimidade» pública duma dívida privada.

autores: CADPP ; 01/11/2012 ; secção: CADPP

Estamos a viver e a atravessar uma das piores crises mundiais do sistema capitalista. Mas o capitalismo não vai morrer de morte natural. As crises fazem parte do metabolismo do capitalismo. Só a acção consciente dos povos pode destruir e fazer ultrapassar o capitalismo e abrir caminho ao socialismo democrático.

autores: Eric Toussaint ; 26/10/2012 ; secção: Artigos

Existe uma regra empírica simples para perceber o que pretende o governo fazer com as nossas vidas. Quando ele nos promete que a nossa situação vai melhorar, provavelmente está a mentir. Por outro lado, quando diz que a situação vai piorar é quase certo que está a falar verdade; quando muito, peca por defeito. A segunda situação, tendo o inconveniente de nos dizer que estamos em maus lençóis, tem a vantagem de nos facilitar a compreensão do que nos espera. O problema é que, infelizmente, encontramo-nos neste momento diante dessa situação.

autores: Renato Guedes ; 23/10/2012 ; secção: Artigos

A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.

Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. Este segundo artigo descreve alguns aspectos do mecanismo de acumulação capitalista assente no endividamento do Estado e na privatização dos bens colectivos, à custa do povo grego.

autores: Eric Toussaint ; 21/10/2012 ; secção: Artigos

Milícias fardadas neonazis fazem rusgas nas ruas das cidades, perseguem militantes de esquerda, advogados, imigrantes e homossexuais, encerram teatros. A polícia protege-os e tortura os militantes de esquerda. Os neonazis do Aurora Dourada já aspiram assumidamente a ser o maior partido no prazo de três anos – e o curso dos acontecimentos ameaça dar-lhes razão. Entretanto, a chanceler alemã Merkel assiste pela TV ao bloqueio da cidade.

autores: Paul Mason ; 19/10/2012 ; secção: Artigos

Quase todos os dirigentes políticos, sejam de esquerda ou de direita, sejam do Norte ou do Sul, devotam um verdadeiro culto ao mercado, e aos mercados financeiros em particular. Deveria dizer-se que eles fabricam a religião dos mercados. E todos os dias é dita uma missa para honrar o deus Mercado, em cada lar munido de uma televisão ou de ligação à internet, no momento em que são debitadas as cotações da Bolsa e as previsões do mercado financeiro. O deus Mercado envia sinais pela voz do jornalista de economia e do cronista financeiro. E isto acontece não apenas em todos os países mais industrializados, mas também em quase todo o planeta. Quer se esteja em Xangai ou em Dakar, no Rio de Janeiro ou em Tombuctu, receberemos sempre os «sinais enviados pelos mercados».

autores: Damien Millet, Eric Toussaint ; 18/10/2012 ; secção: Opinião

A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.

Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. O primeiro artigo traça o quadro das condições aplicadas à RFA, comparando-as com o tratamento aplicado à Grécia actual.

autores: Eric Toussaint ; 17/10/2012 ; secção: Artigos

Manolis Glezos, herói da resistência antinazi e uma das mais destacadas figuras vivas da extrema esquerda grega, manifesta aqui a sua perplexidade e indignação pelo facto de União Europeia, cujas elites dirigentes insistem em provocar a catástrofe humanitária no Sul da Europa, ter recebido o Prémio Nobel da Paz.

autores: Rui Viana Pereira ; 13/10/2012 ; secção: Artigos

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