Entrevista com Eric Toussaint, por Ana Rita Faria. O politólogo e professor universitário belga Eric Toussaint esteve recentemente em Lisboa para ajudar a lançar a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública. Experiência não lhe falta.

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26-12-2011 ; visitas: 2.120

Ao rejeitarem, num referendo, o resgate dos seus bancos tóxicos e o pagamento da dívida externa, os cidadãos islandeses mostraram que é possível fugir às leis do capitalismo e tomar o destino nas próprias mãos, escreve um historiador espanhol.

25-12-2011 ; visitas: 2.012

O CADTM e a ATTAC interpuseram um recurso em tribunal, para a anulação de um decreto real que concede 54.000 milhões de euros ao Dexia SA e ao Dexia Crédit Local SA.

23-12-2011 ; visitas: 2.319

Decorreu em Lisboa, no dia 17 de dezembro de 2011, um encontro nacional, público e aberto a todos os cidadãos, convocado pela Iniciativa para uma Auditoria Cidadã (IAC). Cerca de 500 pessoas vindas de diversas partes do país estiveram presentes neste encontro histórico de activistas empenhados em saber como chegou a dívida soberana portuguesa ao seu estado actual, como funcionam os mecanismos de transferência sistemática dos recursos públicos para as mãos da banca privada, que soluções devem ser propostas no futuro para pôr termo a este saque e às medidas de austeridade.

Rui Viana Pereira ; 19-12-2011 ; visitas: 2.633

Os últimos 6 dias marcam a entrada da Europa numa nova fase histórica. Uma fase aterradora, em que o poderio económico e financeiro deixou de se expressar de forma indirecta através de discursos políticos enviesados. As intenções de domínio directo e pela força sobre toda a Europa acabam de ser claramente expressas, na mais clássica linha do discurso ditatorial sem rebuço, pelo casal Merkozy.

Rui Viana Pereira ; 06-12-2011 ; visitas: 2.440

Atendendo à massificação de algum vocabulário hoje em voga na imprensa europeia, não deixa de causar estranheza que alguns conceitos como «perdão da dívida», «resgate financeiro», «ajustamento estrutural» sempre estivessem associados aos chamados países do Terceiro Mundo. Foi também neste hemisfério e em nome das mesmas razões que o Fundo Monetário Internacional (FMI), em conjunto com as outras duas instituições que pautam a ordem económica internacional – GATT- OMC (Organização Mundial do Comércio) e BM (Banco Mundial) – impuseram nestes países um certo «condicionalismo» como imperativo do resgate financeiro.

Luciano Silva ; 27-11-2011 ; visitas: 2.354

Portugal vai pagar 34.400 milhões de juros à troika

Portugal vai pagar à Troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, um montante em juros que equivale a quase metade do dinheiro que o país pode receber ao abrigo dos empréstimos do programa de assistência financeira.

Leonor ; 25-11-2011 ; visitas: 2.154
Data do evento:
29-11-2011
23-11-2011 ; visitas: 1.347

A extorsão organizada da dívida pública

A crise do sistema bancário aprofunda-se [1] e os Estados europeus estão condenados a depender da «boa vontade» dos mercados financeiros. A Europa de Maastricht e de Lisboa proíbe o Banco Central Europeu (BCE) de emprestar aos Estados. Consequentemente, os bancos privados usam e abusam do monopólio dos empréstimos aos Estados. Os mercados financeiros encontram-se assim em posição de determinar as taxas de juro que os Estados lhes devem pagar, e os bancos não se coíbem de tirar daí os maiores lucros. Por exemplo, a 25/outubro/2011 os mercados exigiram ao Estado espanhol, pelas «letras a 3 meses» (empréstimos com prazo de maturidade a 3 meses), 2,35% de juro, em vez dos 1,7% pedidos em fins de setembro (ou seja, um aumento de 40% num só mês!). A 14/novembro/2011 a Itália teve de pagar 6,29% por 3000 milhões de títulos a 5 anos, contra 5,23% no mês precedente. Feitas as contas, este empréstimo terá de pagar cerca de 50 milhões de euros a mais. No dia seguinte, a mesma sentença recaiu sobre a Espanha, para a emissão de 2600 milhões de euros em letras a 12 meses que atingiram uma taxa de 5,6%. Um ano antes, a 14/dezembro/2010, a taxa foi 2% mais baixa.

Olivier Chantry ; 22-11-2011 ; visitas: 3.442
Data do evento:
07-12-2011

O que é um orçamento de Estado

Sessão de esclarecimento e debate, orientada por:

Renato Guedes
Luciano Silva
Alexandre Freitas

21-11-2011 ; visitas: 1.385

O termo «desenvolvimento» foi politicamente cunhado pela primeira vez durante o discurso de tomada de posse do presidente Truman (EUA), no início de 1949:

«O velho imperialismo – a exploração para enriquecimento no estrangeiro – não faz parte dos nossos planos. Concebemos um programa de desenvolvimento baseado nos conceitos de justiça e fair-dealing democrático. Todos os países, incluindo o nosso, teriam muito a ganhar com um programa construtivo para melhorar a utilização dos recursos humanos e naturais.»1 [Harry S. Truman, 20-01-1949]

A partir desse momento, todos os países periféricos – isto é, fora do grupo hegemónico onde pontuam EUA, Inglaterra, França e Alemanha – ficaram sujeitos a esse horrível labéu de subdesenvolvidos. Mas, nada de pânico... lá estavam os países dominantes para, «baseados nos conceitos de justiça e democracia», os «desenvolverem».

Rui Viana Pereira ; 20-11-2011 ; visitas: 1.052

Os subscritores de uma "iniciativa de auditoria cidadã" à dívida pública portuguesa apelaram hoje à participação popular no sentido de ajudar a identificar "dívidas ilegítimas ou ilegais", que devam ser "repudiadas".

Leonor ; 15-11-2011 ; visitas: 2.526

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considera «ilegais e inconstitucionais» a redução de remunerações e a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal previstas na proposta na Lei do Orçamento do Estado (OE) para 2012.

Leonor ; 14-11-2011 ; visitas: 2.001

Ora aí está – o «consenso» e a «reestruturação» tornaram-se o último grito da moda. Poderíamos mesmo baptizar esta nova moda de «consenso reestruturado».

Não há professor de economia, do MIT às universidades da Alemanha, passando por todos os grandes centros de hegemonia que ficam pelo caminho, que não fale da necessidade de reestruturar e renegociar a dívida soberana.

Banqueiros, dirigentes da UE, comentadores, politólogos e sociólogos amantes do regime, todos defendem, às claras uns, à socapa outros, a necessidade de reestruturar e renegociar a dívida dos países periféricos.

Rui Viana Pereira ; 14-11-2011 ; visitas: 1.999
Um grupo de cidadãos de diversos sectores anuncia, terça-feira, a realização de uma Convenção de Lisboa, onde será apresentada a comissão que fará uma auditoria cidadã à dívida pública, sendo esta a primeira iniciativa do género em Portugal.

Rui Viana Pereira ; 13-11-2011 ; visitas: 2.459

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