auditoria

Não deixemos a Grécia de 2015 sozinha, como aconteceu à República espanhola em 1936!

Como era de prever, os «de cima», os que dirigem a União Europeia, estão em guerra contra o governo de Tsipras, que pretendem «neutralizar» ou mesmo derrubar. A razão é óbvia: se este governo anti-austeridade não desaparecer, pode criar réplicas na Europa, o que poria em perigo de morte o frágil e cada vez mais contestado domínio das políticas neoliberais e dos seus inspiradores espalhados pelo velho continente …

A cada dia se acumulam mais indícios – nalguns casos, provas – do plano em curso para tornar inoperante o novo governo grego. Como? Condenando-o desde já ao fracasso. Por um lado, os «parceiros europeus» tudo fazem para estrangularem financeiramente o governo de Tsipras, e com ele a Grécia inteira. Por isso sr. Schäuble (que cada vez mais faz lembrar um Dr. Strangelove dos nossos dias) repete à exaustão: «nem um euro será desbloqueado para a Grécia», enquanto o seu governo persistir em não aplicar escrupulosamente as medidas impostas pelo Memorando precedente. Detalhe eloquente: os eleitores gregos levaram – triunfalmente – o Syriza ao poder porque Tsipras e o seu partido prometeram fazer exactamente o contrário do que lhes pedem o ministro alemão e demais «parceiros europeus»: «Rasgar os Memorandos» e romper com as políticas de austeridade …

A presidente do Parlamento grego lança uma comissão de auditoria da dívida

A presidente do Parlamento grego, Zoé Konstantopoulou, anunciou no dia 17 de Março de 2015, numa conferência de imprensa, a constituição de uma comissão de auditoria à dívida pública grega. Esta comissão será coordenada no plano científico por Éric Toussaint, porta-voz do CADTM internacional e ex-membro da comissão de auditoria da dívida equatoriana em 2007-2008. «O objectivo é determinar o eventual carácter odioso, ilegal ou ilegítimo das dívidas públicas contraídas pelo governo grego»; o povo «tem o direito de exigir que a parte ilegal da dívida – se for esta a conclusão da comissão – seja anulada», declarou a presidente do Parlamento grego.