Opinião

Na Grécia fizemos muitas manifestações, fizemos imensas greves – mesmo aqueles que não costumavam fazê-las –, reunimo-nos nas praças entre jovens, reformados, desempregados, pequenos comerciantes – mas deixámo-nos gazear com milhares de bombas lacrimogénias e fomos batidos a golpes de matraca - , tentámos auto-organizarmo-nos para podermos comer, para nos curarmos, para nos deslocarmos, negociando directamente com os camponeses, fazendo todo o tipo de trocas e até criando novas moedas. E enfim fomos votar. Ou melhor, tentámos votar. Por duas vezes.

Le soulagement est générale parmi ceux d’en haut qui nous gouvernent et nous affament. L’euro s’envole, les marchés respirent, Mme Merkel exulte et l’Internationale dite « Socialiste » des Papandreou et Hollande se félicite de la « défaite » de ces empêcheurs de tourner en rond nommés Tsipras & Co. Alors, fin du cauchemar qui a vu les cobayes grecs se révolter et occuper le « laboratoire Grèce » ? La réponse est un Non catégorique. Le cauchemar est ici pour y rester et tout indique que le nouveau gouvernement grec sera fragile et faible, miné par ses contradictions internes, la crise qu’il ne maitrise pas et, surtout, par la résistance grandissante du peuple grec…

O alívio é geral entre os de cima que nos governam e nos fazem passar fome. O euro safa-se, os mercados respiram, a senhora Merkel exulta e a Internacional dita “Socialista” dos Papandreou e Hollande felicita-se com a “derrota” destes empecilhos chamados Tsipras & Co. E então, acabou-se o pesadelo de ver as cobaias gregas revoltar-se e ocupar o “laboratório Grécia”? A resposta é um Não categórico. O pesadelo promete continuar e tudo indica que o novo governo grego será frágil e fraco, minado por contradições internas, pela crise que não controla e, sobretudo, pela resistência crescente do povo grego...

Em1974, Roberto Rossellini, cineasta da geração de ouro do cinema italiano, realiza uma série para a televisão italiana de seu nome «Cartesius». Os episódios decorrem de forma tranquila e sobria pela vida do famoso filósofo francês seiscentista num registo de realização completamente desprovido dessa espectacularidade que os cânones hollywoodescos consagraram em verdade absoluta.

Muitos comentadores políticos e económicos especulam sobre a saída da Grécia do Euro, ou até sobre a eventual dissolução da Zona Euro. Porém, o discurso dos líderes dos países mais poderosos, assim como das figuras mais influentes da União Europeia e do Banco Central Europeu, revelam a sua proposta: «resolver» a crise da dívida soberana com uma maior centralização de poder na Europa; ou seja, maior integração financeira e económica, abdicação parcial da soberania e, por fim, federalização da Europa.

Mais um artigo da série «Sair do euro ou não?», este de Michel Husson, que nos coloca a saída do euro como uma questão secundária ou de recurso – mero instrumento de pressão num possível cenário de negociação e refundação duma Europa anticapitalista onde seja dada prioridade às questões sociais e à cooperação entre os povos europeus.

A actual crise do sistema capitalista tem algumas consequências incontornáveis. Embora muitos dos acontecimentos sociais e políticos no futuro próximo dependam de circunstâncias imprevisíveis, existe toda uma linha de acontecimentos inevitáveis – acontecimentos que resultam directamente da natureza da crise capitalista e não podem ser evitados nem iludidos, pela mesma razão que impede esta crise de desaparecer por artes mágicas.

Os eleitores irlandeses vão a votos, dia 31-05-2012, para decidirem se aceitam ou não o novo tratado de austeridade.

A nightmare for "those on top," a hope for "those on the bottom," SYRIZA made a sensational debut on the political landscape of Europe in deep crisis.

Espantapájaros para los de arriba, la esperanza para los de abajo, SYRIZA ha hecho una entrada estrepitosa en el panorama político de esta Europa en crisis profunda.

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