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Notas sobre Universidade de Verão do CADTM, 2013

Notas pessoais sobre a participação de Rui Viana Pereira na Universidade de Verão do CADTM, que se realiza bienalmente. Foi apresentada uma análise histórica sobre do ataque à Segurança Social em Portugal. O encontro reuniu cerca de 300 militantes de todo o mundo e revelou um crescimento das dinâmicas de luta contra a dívida ao longo dos dois últimos anos.

Debate público sobre dívida e democracia, em Alcântara

Um grupo de activistas independentes tem vindo ultimamente a promover debates públicos com o tema «Democracia e Dívida». O 1º foi realizado dia 27 de Abril passado no Largo do Carmo, Lisboa; agora foi a vez de chamar a população que passava em Alcântara (outra vez Lisboa), a cavaquear sobre o défice de democracia e a burla do endividamento público. Além do mérito de incentivar o debate em locais públicos, este grupo procura desenvolver um trabalho notável e urgente: a reunião frentista e fraterna dos vários grupos cívicos e entidades que, cada qual à sua maneira, militam contra a dívida imposta pela Troika ou contra os efeitos sociais e políticos do endividamento.

O debate decorreu com bastantes intervenções de pessoas que por ali passavam e mostrou ao vivo que sectores cada vez mais alargados da população (cerca de 40%, segundo algumas sondagens) reconhecem que esta dívida não é legítima – logo, não deve ser paga nem renegociada, mas sim suspensa, auditada e anulada.

Transcrevemos aqui um resumo das intervenções (dos oradores convidados e do público) no debate, extraído do site Democracia e Dívida.

Insustentável é a dívida. O estado social é sustentável

A segurança social é sustentável. Existe, no entanto, um problema com os fundos da segurança social e das pensões: uma grande parte desse erário está a ser desviado para a banca, a especulação financeira e os subsídios às empresas privadas. Assim, a questão da sustentabilidade da segurança social e dos fundos de pensões remete para a ilegitimidade da dívida pública.

Communiqué du CADTM international

 « Le ventre est encore fécond d’où a surgi la bête immonde »

25 février par CADTM international

Face aux menaces racistes directes du parti nazi Aube Dorée envers un des membres fondateurs du CADTM Grèce, Moisis Litsis*, le réseau international du CADTM tient à rappeler la gravité de la montée du fascisme, conséquence directe des dégradations sociales imposées par les créanciers au nom de la priorité affirmée au remboursement de la dette sur les droits humains fondamentaux.

Ataques neonazis na Grécia - Comunicado do CADTM internacional

«Ainda é fecundo o ventre que pariu o monstro imundo!»

Face às ameaças racistas directas do partido nazi Aurora Dourada, feitas a um dos membros fundadores do CADTM Grécia, Moisis Litsis*, a rede internacional do CADTM lembra a gravidade que representa o aumento do fascismo, consequência directa da degradação social imposta pelos credores em nome da alegada prioridade em torno do pagamento da dívida e em detrimento do respeito pelo direitos humanos fundamentais.

Socializar o sistema bancário – uma necessidade imperiosa

Embora o governo britânico tenha aprovado uma nova regulamentação para o sector bancário e financeiro e toda a Europa discuta as soluções possíveis para «pôr na ordem» os especuladores financeiros, a única proposta capaz de pôr um ponto final na socialização das dívidas e dos desvarios da banca é... a socialização da banca na sua totalidade.

ATTAC Marrocos denuncia a ofensiva generalizada

A espiral de endividamento público e repressão da resistência das populações às crescentes medidas de austeridade em Marrocos é denunciada em comunicado da ATTAC/CADTM local. O FMI já estabeleceu o novo menu de medidas de austeridade e o Estado marroquino precavê-se contra a indignação popular com actos de repressão e intimidação brutais.

Pagar ou suspender a dívida pública portuguesa?

O Estado recapitalizou há dias o banco Banif com 1,1 mil milhões de euros. Este dinheiro vai ser aplicado pelo Banif em títulos da dívida pública – ou seja, o dinheiro público saiu do bolso da população para ir produzir uma renda em benefício de um banco privado. Ora, os títulos da dívida portuguesa estão a render 57% do seu valor nominal – um recorde mundial que nos permite perceber por que andam os governos dos países fortes da Europa a dar palmadinhas nas costas ao Governo português.

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