Artigos

Declaração da Campanha por Uma Auditoria da Dívida Grega

O novo tratado internacional e o memorando que acompanham a «redução» da dívida pública grega empurram o povo grego rumo a ainda mais pobreza. A sua implementação implicará, inevitavelmente, uma queda dramática na qualidade de vida e nas condições laborais e tornar-nos-á escravos dos credores do estado. A redução de pensões e salários, a revogação da legislação relativa à contratação coletiva (violando o disposto no Art.º 22.º da nossa Constituição) e o despedimento de 150 mil funcionários públicos terão como consequência a fome generalizada e salários de 300 ou 400 euros mensais. O desemprego, já em níveis históricos, atingirá os 30 porcento. Esta nova redução da despesa pública, sobretudo na saúde, fará diminuir a esperança média de vida e os índices de mortalidade alcançarão níveis semelhantes aos de África. A próxima ronda de privatizações vai deixar a saúde do povo grego nas mãos de empresas privadas, negando ao estado uma fonte de rendimentos no futuro. O Art.º 13.º do novo acordo determina que a emissão de obrigações seja feita em consonância com a legislação inglesa e luxemburguesa, o que constitui um insulto e uma humilhação para um estado soberano e impõe o cativeiro virtual de todo um povo, ao tentar impedir qualquer renegociação da dívida. Já agora, também protege os nossos credores do impacto de uma eventual saída da Grécia da Zona Euro.

Pagar ou não pagar - importância do estudo e debate

Conforme anunciado anteriormente, realizou-se ontem, em Lisboa, um debate público sobre a dívida soberana. A sessão teve início com breves apresentações feitas pelos 4 oradores convidados, que lançaram cada qual seu mote preferido (pagar, não pagar, suspender, renegociar a dívida externa); seguiu-se o debate aberto, onde participaram cerca de 30 pessoas.

Veja-se a intervenção de um dos membros do público, Nuno Cardoso da Silva, professor de economia:

 

Debate público sobre a dívida na sede da UMAR

Realiza-se dia 16, às 18h, em Lisboa, um debate público sobre a dívida soberana.

Quatro oradores com diferentes visões sobre a questão da dívida pública farão uma introdução ao tema, esperando-se que o público presente dê seguimento ao debate.

Local:

sede da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta,
no Centro de Cultura e Intervenção Feminista,
Rua da Cozinha Económica,
Bloco D - Espaços M e N
(por cima do Pingo Doce de Alcântara)

Grécia em chamas - prelúdio da revolução europeia

Savas Michael-Matsas, militante trotskista do EEK, dá-nos uma descrição vívida do ambiente de rua e da revolta popular na Grécia, nos dias 12-13 de Fevereiro de 2012. Embora os comentadores de serviço na comunicação social portuguesa insistam na lengalenga economicista do perigo de contágio económico e financeiro, percebe-se que o que começa a assustar realmente os poderes instituídos na Europa é o perigo de contágio insurreccional...

Notas de euro: valor real ou comprovativo de dívida?


O verdadeiro valor das notas de euro...

Uma notícia que demonstra de forma indirecta a verdadeira natureza da moeda que utilizamos está a circular a internet. Um artista Irlandês, Frank Buckley, construiu uma casa com notas «descomissionadas», o que quer dizer, notas que foram retiradas de circulação e que portanto foram destruídas. Mas ao verificar esta história que conta a aventura de um artista Irlandês que perdeu a casa graças à crise e que decidiu construir uma casa com «tijolos» feitos de notas rasgadas, podem-se apurar factos sobre o euro que para muitos ainda são completamente desconhecidos.<--break->

Pages