10/04/2012

Vem abraçar a Maternidade Alfredo da Costa!

Data: 
10-04-2012

O Governo quer fechar umas das instituições mais úteis e emblemáticas do país: a Maternidade Dr. Alfredo da Costa.

A Maternidade situa-se num dos terrenos urbanos mais valorizados da cidade de Lisboa – não é difícil adivinhar o negócio imobiliário e financeiro que se esconde por detrás desta decisão política que despreza e afecta directamente os interesses de mais de um milhão de pessoas.


Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em Lisboa
foto de ema021

Vem participar no abraço humano para salvar a Maternidade Alfredo da Costa!

Ponto de encontro: em frente da porta principal da Maternidade – dia 10 de Abril, às 19h.

Curiosamente, a decisão de fechar uma maternidade altamente especializada e com um recorde de afluências imbatível provém de um sector político de direita que lutou desesperadamente contra a legalização da interrupção voluntária da gravidez, supostamente em nome dos direitos da maternidade e dos próprios nascituros. Sempre se descobrem as carecas dos hipócratas...


Um utente claramente aborrecido com a decisão do Governo
foto de Rodrigo Cabrita

Não se trata apenas de fechar um hospital que serve intensamente a população

Esta instituição deve ser das mais queridas da população portuguesa, ou pelo menos dos alfacinhas. Meia Lisboa deve ter nascido na Maternidade Dr. Alfredo da Costa. Uma boa parte do resto do país deve lá ter nascido também. Se toda esta gente se revezasse num abraço permanente à Maternidade, até que o governo mudasse de ideias, o esforço emprestado por cada uma das pessoas que lá nasceu seria mínimo.


Despertar a raiva adormecida dos pais babados é, convenhamos,
um acto suicidário de grande coragem por parte do Governo
foto de Rodrigo Cabrita

É de crer que uma acção persistente em defesa da Maternidade não precisasse de se prolongar por muito tempo – o Governo corre o risco de, para facilitar uma operação financeira e imobiliária qualquer, mexer de tal forma com os afectos da população, que acabará por fazer nascer a consciência dos utentes mais distraídos para outras questões mais vastas e, subitamente, não conseguir sobreviver a esse parto.

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