UE

A maior ofensiva contra os direitos sociais levada a cabo desde a Segunda Guerra Mundial à escala europeia

3ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!». Por toda a parte no mundo, o Capital lançou uma ofensiva contra o Trabalho. É na Europa que, desde 2008, a ofensiva assume uma forma mais sistemática, a começar pelos países da periferia. Embora os bancos (e o capitalismo enquanto sistema) sejam responsáveis pela crise, são sistematicamente protegidos. Por toda a parte, o reembolso da dívida pública serve de pretexto para os governos justificarem uma política de ataque aos direitos económicos e sociais da esmagadora maioria da população. Se os movimentos sociais quiserem enfrentar vitoriosamente esta ofensiva devastadora, têm de atacar a questão da dívida pública, a fim de retirarem ao poder o seu argumento principal.

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Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!

Série de artigos da autoria de Eric Toussaint, onde se estuda a relação entre os interesses da banca privada, a dívida dos Estado da Zona Euro e as políticas governamentais de austeridade.

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O BCE e o Fed ao serviço dos grandes bancos privados

2ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!» Em 2012, os bancos, a nadarem em liquidez, compraram grandes quantidades de títulos de dívida pública dos seus países. O BCE parecia ter descoberto a solução – o dinheiro emprestado aos bancos era, em parte, utilizado na compra de títulos de dívida pública de Estados da zona euro. É fácil de ver que, do ponto de vista do interesse da população dos países em questão, teria sido necessário adoptar uma abordagem completamente diferente: o BCE deveria emprestar directamente aos Estados a menos de 1% (como acontece com os bancos privados desde maio de 2012) ou mesmo sem juro. Dever-se-ia também socializar os bancos, sob controlo cidadão.

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Declaração de Manolis Glezos a propósito da atribuição do prémio Nobel da Paz à UE

Manolis Glezos, herói da resistência antinazi e uma das mais destacadas figuras vivas da extrema esquerda grega, manifesta aqui a sua perplexidade e indignação pelo facto de União Europeia, cujas elites dirigentes insistem em provocar a catástrofe humanitária no Sul da Europa, ter recebido o Prémio Nobel da Paz.

A dialéctica da crise da dívida soberana e a federalização forçada da Europa

Muitos comentadores políticos e económicos especulam sobre a saída da Grécia do Euro, ou até sobre a eventual dissolução da Zona Euro. Porém, o discurso dos líderes dos países mais poderosos, assim como das figuras mais influentes da União Europeia e do Banco Central Europeu, revelam a sua proposta: «resolver» a crise da dívida soberana com uma maior centralização de poder na Europa; ou seja, maior integração financeira e económica, abdicação parcial da soberania e, por fim, federalização da Europa.

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Apelo do CADTM à solidariedade e acção conjunta dos povos europeus

O CADTM lança um apelo à solidariedade com o povo grego, ao combate à campanha de desinformação, logro e chantagem montada pelos poderes públicos europeus, e à união solidária e coordenada de todos os povos europeus pela construção de uma Europa fundada em processos democráticos e no interesse das populações.

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Criação do MEE

Sobre o contexto e antecedentes do MEE (Mecanismo de Estabilidade Europeia), e a forma como a crise europeia foi objectivamente programada, ver também courtfool.info, «MEE, um golpe de estado em 17 países», entre outros.

Em 17 de dezembro de 2010, o Conselho Europeu aprovou a criação do MEE. Nos considerandos iniciais podemos ler:

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TECG + MEE – novo tratado para a governação europeia

Encontramo-nos perante um novo truque de prestidigitação: para criarem um órgão que subtrai a soberania de cada Estado-membro, os poderes da UE produziram um emaranhado de tratados que vêm sobrepor-se aos anteriores. Estes tratados falam de cimeiras do euro, de cimeiras de ministros das finanças, de mecanismos de ajuda e estabilização financeira, etc., mas é difícil entender como tudo isso se articula para governar os cidadãos europeus.

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Que tipo de tirania se instalou na Europa?

Está em curso a consolidação de novas formas de poder e governação na Europa. Que essas novas formas são de inspiração neoliberal ou ultraliberal, está bem à vista. No entanto essa evidência não basta para despertar as consciências e lançar a resistência plena.

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