Propostas de renegociação da dívida chumbadas pelo PS, PSD e CDS

Na passada sexta-feira, dia 28 de Setembro, duas propostas de resolução para renegociação da dívida pública portuguesa, apresentadas pelo Partido Comunista Português e pelo Bloco de Esquerda, foram chumbadas na Assembleia da República. PS, PSD e CDS votaram em conjunto no sentido de impedir a renegociação da dívida.

Um milhão de revoltas e vontades

Doravante, perante a clareza de intenções e ânimos exibida no passado dia 15 de Setembro por mais de um milhão de pessoas nas ruas do país, qualquer acto das organizações políticas e sindicais que não tome esta demonstração em consideração, que se desculpe com a falta de consciência e mobilização dos trabalhadores, que procure apaziguar os ânimos e assinar compromissos, só pode ser visto como um acto de traição.

A anulação da dívida pública portuguesa permanece a questão central

A questão política de maior importância neste momento de crise profunda continua a ser a dívida pública. Cedendo à chantagem austeritária, os governantes vão arrastando toda a população para a escravatura. A única solução para esta queda no abismo continua também a ser a mesma: o repúdio da dívida - uma dívida tão ilegítima como seria um «empréstimo» feito à boca do multibanco sob a ameaça duma faca de ponta-e-mola.

Que se lixe a Troika!

Data: 
15-09-2012 17:00

MANIFESTAÇÃO

15 Setembro | 17h

QUE SE LIXE A TROIKA!

em Lisboa, Porto, Braga, Funchal, Vila Real de Santo António, Guarda

é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário

começando talvez por uma mobilização enérgica e que não deixe margem para dúvidas no dia 15 de Setembro?

consulta a página da convocatória em: http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt

 

Proposta (contra a ameaça neonazi)

Vários movimentos sociais gregos lançam um apelo europeu, claramente baseado nos acontecimentos concretos verificados nesse país recentemente: «Cremos ser impossível mobilizar e lutar contra as políticas neoliberais, sem mobilizar e lutar ao mesmo tempo contra a ameaça neonazi e o fascismo. Por isso propomos a inclusão do antifascismo militante nos 4-5 pilares do Processo Altermundialista por uma Outra Europa.»

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Proposition (contre la menace néonazi)

« Nous croyons que c’est impossible de se mobiliser et se battre contre les politiques néolibérales, sans se mobiliser et se battre en même temps contre la menace néonazie et le fascisme ! Et c’est pourquoi nous proposons d’inclure l’antifascisme militant aux 4-5 pylônes du processus de l’Alter Summit pour une Autre Europe. »

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A peste negra ergue a cabeça nesta Grécia em fase terminal. Há alguém que a possa parar ?

Infelizmente, após as eleições de 17 de Junho, a esquerda grega surge tão desamparada perante a ameaça nazi da Aurora Dourada como antes de 6 de Maio. A prova? O sucesso da Aurora Dourada é apresentado como uma excepção, como sendo apenas um simples “ponto negro” numa situação geral muito animadora. É assim que todas as organizações que compõem a esquerda grega (incluindo o Syriza) descrevem a situação, como uma mera conjugação de bons e maus resultados, ignorando que os bons e os maus resultados (quer dizer o surgimento e o crescimento súbito dos neo-nazis) fazem parte da mesma situação global, que estão interdependentes e que possuem um mesmo denominador comum: a crise histórica da sociedade grega que os condiciona a todos!

Na Grécia começou a corrida contra-relógio

por Roxanne Mitralias

Na Grécia fizemos muitas manifestações, fizemos imensas greves – mesmo aqueles que não costumavam fazê-las -, reunimo-nos nas praças entre jovens, reformados, desempregados, pequenos comerciantes – mas deixámo-nos gazear com milhares de bombas lacrimogénias e fomos batidos a golpes de matraca - , tentámos auto-organizarmo-nos para podermos comer, para nos curarmos, para nos deslocarmos, negociando directamente com os camponeses, fazendo todo o tipo de trocas e até criando novas moedas. E enfim fomos votar. Ou melhor, tentámos votar. Por duas vezes.

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SYRIZA triunfa e… perde as eleições. Mas a luta continua...

O alívio é geral entre os de cima que nos governam e nos fazem passar fome. O euro safa-se, os mercados respiram, a senhora Merkel exulta e a Internacional dita “Socialista” dos Papandreou e Hollande felicita-se com a “derrota” destes empecilhos chamados Tsipras & Co. E então, acabou-se o pesadelo de ver as cobaias gregas revoltar-se e ocupar o “laboratório Grécia”? A resposta é um Não categórico. O pesadelo promete continuar e tudo indica que o novo governo grego será frágil e fraco, minado por contradições internas, pela crise que não controla e, sobretudo, pela resistência crescente do povo grego...

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