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Esta dívida não é nossa!

Karl Marx escreveu, em O Capital: “A acumulação de capital por via da dívida pública não significa senão (…) o desenvolvimento duma classe de credores do Estado que são autorizados a cobrar para si próprios uma parte do montante dos impostos (…). Estes factos demonstram que uma acumulação de dívidas passa a ser uma acumulação de capital”.

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Entrevista a José Martins sobre a crise

A crise, para Marx, era uma oportunidade, o único momento de desorganização e enfraquecimento do Estado capitalista. Nesta entrevista, o economista José Martins desenvolve o tema da crise, critica os economistas finaceiristas por terem um programa de salvação do capitalismo, demonstra que os Estados Unidos continuam a ser o motor económico do Mundo e que a China não lhes pode fazer frente.

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O papel e o significado da dívida pública na reprodução do capital

Paulo Nakatani 1

Professor do Departamento de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo - Brasil

 

O crédito público torna-se o credo do capital. E com o surgimento do endividamento do Estado, o lugar do pecado contra o Espírito Santo, para o qual não há perdão, é ocupado pela falta de fé na dívida do Estado. (MARX, Karl).

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A dívida pública portuguesa face ao direito internacional

Atendendo à massificação de algum vocabulário hoje em voga na imprensa europeia, não deixa de causar estranheza que alguns conceitos como «perdão da dívida», «resgate financeiro», «ajustamento estrutural» sempre estivessem associados aos chamados países do Terceiro Mundo.

Nasceu a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã

Ontem, 15 de Novembro de 2011, foi publicamente anunciada em conferência de imprensa a convocatória para um encontro nacional (designado convénio), a realizar em Lisboa a 17 e 18 de Dezembro, destinado a estabelecer as bases de arranque e organização duma auditoria cidadã.

É um momento histórico na vida portuguesa. Um pouco atrasado em relação a outros movimentos de cidadãos semelhantes no resto da Europa, como é nosso costume, mas o que importa é que arrancou. Brindemos.

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O clube do consenso e da reestruturação

Ora aí está – o «consenso» e a «reestruturação» tornaram-se o último grito da moda. Poderíamos mesmo baptizar esta nova moda de «consenso reestruturado».

Não há professor de economia, do MIT às universidades da Alemanha, passando por todos os grandes centros de hegemonia que ficam pelo caminho, que não fale da necessidade de reestruturar e renegociar a dívida soberana.

Suspendre immédiatement le paiement de la dette, une question de survie pour la Grèce

[publié par la RTBF (radiotelevision publique belge)]

La Grèce n'en peut plus de se dette et cela ne va pas s'arranger. Pour Renaud Vivien et Yorgos Mitralias, deux militants du Comité pour l'annulation de la dette du Tiers-Monde, il faut renoncer à son remboursement. Et le droit international le permet.

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Suspensão imediata do pagamento da dívida, uma questão de sobrevivência para a Grécia

[publicado pela RTBF – radiotelevisão pública belga]

Nem a Grécia suporta esta dívida, nem nunca poderá suportar. Para Renaud Vivien e Yorgos Mitralias, dois militantes do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, é preciso repudiar o seu pagamento. E o direito internacional permite fazê-lo.

G20, símbolo do falhanço de um sistema

O G20 é tão pouco legítimo como o seu progenitor G7 (EUA, Canadá, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão), que o lançou há três anos, quando se fez sentir a severidade da crise económica mais grave desde os anos 1930. O G20 foi posto em xeque do início ao fim da sua reunião de 3 e 4 de Novembro de 2011, em Cannes. A crise da União Europeia e da zona euro é patente e está no centro de todas as preocupações.

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A Explosiva Globalização do Exército Industrial de Reserva (parte 2)

Nosso estimado leitor Leonardo Shibata manda email para nossa redação informando que a gigante global norte-americana Hewlett-Packard (HP) também está transferindo da China para o Japão boa parte da sua produção de laptops. A HP pretende produzir 1.4 milhões de desktops e laptops na fábrica japonesa.

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