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O povo grego encontra-se hoje no epicentro da crise do capitalismo

Estamos a viver e a atravessar uma das piores crises mundiais do sistema capitalista. Mas o capitalismo não vai morrer de morte natural. As crises fazem parte do metabolismo do capitalismo. Só a acção consciente dos povos pode destruir e fazer ultrapassar o capitalismo e abrir caminho ao socialismo democrático.

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A religião dos mercados

Quase todos os dirigentes políticos, sejam de esquerda ou de direita, sejam do Norte ou do Sul, devotam um verdadeiro culto ao mercado, e aos mercados financeiros em particular. Deveria dizer-se que eles fabricam a religião dos mercados. E todos os dias é dita uma missa para honrar o deus Mercado, em cada lar munido de uma televisão ou de ligação à internet, no momento em que são debitadas as cotações da Bolsa e as previsões do mercado financeiro. O deus Mercado envia sinais pela voz do jornalista de economia e do cronista financeiro. E isto acontece não apenas em todos os países mais industrializados, mas também em quase todo o planeta. Quer se esteja em Xangai ou em Dakar, no Rio de Janeiro ou em Tombuctu, receberemos sempre os «sinais enviados pelos mercados».

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A dívida para totós...

Deixo aqui um texto que acabei de redigir com uma perspectiva sobre o problema da dívida pública portuguesa.

 

A primeira parte possui alguns conceitos básicos como a distinção entre o défice e a dívida, para quem não está familiarizado com eles, e uma ideia pessoal de algumas razões que nos conduziram à situação actual.

 

A segunda parte possui uma demonstração, baseada num modelo matemático simples apresentado em anexo, de como as soluções propostas pelos governantes nunca poderão resolver o problema da dívida durante o nosso tempo de vida.

 

Afirma Pereira

“Afirma Pereira”, obra de António Tabucchi, escritor recentemente falecido com grandes ligações à cultura portuguesa.

Pereira é um velho jornalista português que vive na sociedade lisboeta dos anos 30, anos da ascensão do salazarismo, da afirmação dos diversos totalitarismos na Europa, da Guerra Civil Espanhola.

Este herói improvável é o responsável pela página cultural de um jornal da época o qual, embora não assumidamente, mantém relações privilegiadas com o regime.

Cândido sossego

Já ouviram falar da Cândida Almeida?

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O novo paradigma

Mais de um milhão de portugueses rejeitou, nas ruas, a 15 de Setembro de 2012, as políticas da Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) e as políticas neoliberais do governo de coligação PSD/CDS, desafiando a esquerda a dar-lhes luta sem trégua. Qual irá ser a resposta a este desafio?

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Um milhão de revoltas e vontades

Doravante, perante a clareza de intenções e ânimos exibida no passado dia 15 de Setembro por mais de um milhão de pessoas nas ruas do país, qualquer acto das organizações políticas e sindicais que não tome esta demonstração em consideração, que se desculpe com a falta de consciência e mobilização dos trabalhadores, que procure apaziguar os ânimos e assinar compromissos, só pode ser visto como um acto de traição.

A anulação da dívida pública portuguesa permanece a questão central

A questão política de maior importância neste momento de crise profunda continua a ser a dívida pública. Cedendo à chantagem austeritária, os governantes vão arrastando toda a população para a escravatura. A única solução para esta queda no abismo continua também a ser a mesma: o repúdio da dívida - uma dívida tão ilegítima como seria um «empréstimo» feito à boca do multibanco sob a ameaça duma faca de ponta-e-mola.

A Globalização Económica e a Insustentabilidade da Zona Euro no Actual Enquadramento Institucional da UE


Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais

José Manuel Freitas de Sousa

28 de Janeiro de 2011

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A peste negra ergue a cabeça nesta Grécia em fase terminal. Há alguém que a possa parar ?

Infelizmente, após as eleições de 17 de Junho, a esquerda grega surge tão desamparada perante a ameaça nazi da Aurora Dourada como antes de 6 de Maio. A prova? O sucesso da Aurora Dourada é apresentado como uma excepção, como sendo apenas um simples “ponto negro” numa situação geral muito animadora. É assim que todas as organizações que compõem a esquerda grega (incluindo o Syriza) descrevem a situação, como uma mera conjugação de bons e maus resultados, ignorando que os bons e os maus resultados (quer dizer o surgimento e o crescimento súbito dos neo-nazis) fazem parte da mesma situação global, que estão interdependentes e que possuem um mesmo denominador comum: a crise histórica da sociedade grega que os condiciona a todos!

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