Rui Viana Pereira

Fundador do CADPP. Tradutor, revisor e sonoplasta. Participa activamente em movimentos de organização e esclarecimento político. Nascido em Lisboa, Portugal, 1952.

Trabalhos publicados:
    • A Sustentabilidade da Segurança Social e o Desemprego – em co-autoria com Renato Guedes, in A Segurança Social É Sustentável; Bertrand Editora, 2013
    • Quem Paga o Estado Social em Portugal? – em co-autoria com Renato Guedes, in Quem Paga o Estado Social em Portugal?; Bertrand Editora, 2012

A actual crise do sistema capitalista tem algumas consequências incontornáveis. Embora muitos dos acontecimentos sociais e políticos no futuro próximo dependam de circunstâncias imprevisíveis, existe toda uma linha de acontecimentos inevitáveis – acontecimentos que resultam directamente da natureza da crise capitalista e não podem ser evitados nem iludidos, pela mesma razão que impede esta crise de desaparecer por artes mágicas.

Os eleitores irlandeses vão a votos, dia 31-05-2012, para decidirem se aceitam ou não o novo tratado de austeridade.

A situação na Grécia torna-se cada vez mais crítica. O Syriza e Alexis Tsipras estão a ser alvo de pressões e ataques inimagináveis por parte de todos os grandes meios de comunicação e dos outros partidos. Esta campanha violenta de ataque e desinformação visa forçar o Syriza a retirar as suas propostas.

O resultado das eleições para o Parlamento grego é uma reviravolta histórica na política do país – os partidos que sempre têm governado a Grécia desde a queda do regime militar, em 1974, e que assinaram os acordos com a Troika sofreram uma derrota clara. Esta perda de votos reverte em favor de quase todas as tendências da esquerda, incluindo as que propõem a suspensão da dívida e dos acordos de austeridade. Entretanto o crescimento das organizações neonazis não pode ser menosprezado.

Por muito incrível que pareça ao leitor desprevenido, a palavra de ordem dos grandes grupos económicos, em especial os que estão ligados à distribuição e às grandes superfícies comerciais, é exactamente a mesma dos grupos de activistas ditos extremistas: «Não pagamos esta dívida!»

A escola da Fontinha foi assaltada, roubada e vandalizada por um grupo de sujeitos vestidos de polícias. Trata-se de um ataque criminoso a iniciativas populares pacíficas e de grande valor cívico. Serão os criminosos responsáveis por estes actos de vandalismo levados a tribunal?

O MEE é constituído como um fundo financeiro, à semelhança do FMI.

«Artigo 3.º – Missão
O MEE tem como missão reunir fundos e prestar apoio de estabilidade, sob rigorosa condicionalidade»

Sobre o contexto e antecedentes do MEE (Mecanismo de Estabilidade Europeia), e a forma como a crise europeia foi objectivamente programada, ver também courtfool.info, «MEE, um golpe de estado em 17 países», entre outros.

Em 17 de dezembro de 2010, o Conselho Europeu aprovou a criação do MEE. Nos considerandos iniciais podemos ler:

Encontramo-nos perante um novo truque de prestidigitação: para criarem um órgão que subtrai a soberania de cada Estado-membro, os poderes da UE produziram um emaranhado de tratados que vêm sobrepor-se aos anteriores. Estes tratados falam de cimeiras do euro, de cimeiras de ministros das finanças, de mecanismos de ajuda e estabilização financeira, etc., mas é difícil entender como tudo isso se articula para governar os cidadãos europeus.

Segundo uma notícia do Jornal de Negócios, os funcionários da Maternidade Dr. Alfredo da Costa foram proibidos de prestar declarações à comunicação social por ordem da Autoridade Regional de Saúde.

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