Rui Viana Pereira

Fundador do CADPP. Tradutor, revisor e sonoplasta. Participa activamente em movimentos de organização e esclarecimento político. Nascido em Lisboa, Portugal, 1952.

Trabalhos publicados:
    • A Sustentabilidade da Segurança Social e o Desemprego – em co-autoria com Renato Guedes, in A Segurança Social É Sustentável; Bertrand Editora, 2013
    • Quem Paga o Estado Social em Portugal? – em co-autoria com Renato Guedes, in Quem Paga o Estado Social em Portugal?; Bertrand Editora, 2012

Segundo declarações de um elemento da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ao Jornal de Notícias, os trabalhadores sofreram a maior carga policial verificada no centro de Lisboa desde 1990. No momento em que escrevemos estas linhas chegam-nos notícias de crianças, idosos, pessoas em cadeiras de rodas que foram agredidas a eito. Além da carga de bastonada e dos cães, a polícia fez vários disparos de armas de fogo na Av. D. Carlos (Lisboa), para onde fugiu uma parte dos manifestantes . O local da manifestação ficou deserto em poucos segundos, à excepção dos feridos que terão ficado para trás.

As chefias da polícia tenta justificar a evacuação à bastonada e a tiro de todos os manifestantes aglomerados em S. Bento (Lisboa) com o facto de ter sido agredida à pedrada por um pequeno grupo de manifestantes.  Mas esta carga policial ocorre 24 horas depois de uma outra acção policial invulgarmente violenta de agressão aos estivadores, na zona da Expo (Lisboa) – com disparos de armas de fogo da polícia, como se deduz pelos vídeos disponíveis, e grande número de feridos. [ver nota 1] 

Breve história da génese e natureza das funções sociais do Estado. Os poderes públicos e as tendências neoliberais tentam fazer passar uma versão branqueada destes dois aspectos, para melhor aplicarem a política de privatização do Estado-providência.

Este artigo faz parte do dossier do CADPP sobre o Estado-providência.

Manolis Glezos, herói da resistência antinazi e uma das mais destacadas figuras vivas da extrema esquerda grega, manifesta aqui a sua perplexidade e indignação pelo facto de União Europeia, cujas elites dirigentes insistem em provocar a catástrofe humanitária no Sul da Europa, ter recebido o Prémio Nobel da Paz.

Doravante, perante a clareza de intenções e ânimos exibida no passado dia 15 de Setembro por mais de um milhão de pessoas nas ruas do país, qualquer acto das organizações políticas e sindicais que não tome esta demonstração em consideração, que se desculpe com a falta de consciência e mobilização dos trabalhadores, que procure apaziguar os ânimos e assinar compromissos, só pode ser visto como um acto de traição.

Vários movimentos sociais gregos lançam um apelo europeu, claramente baseado nos acontecimentos concretos verificados nesse país recentemente: «Cremos ser impossível mobilizar e lutar contra as políticas neoliberais, sem mobilizar e lutar ao mesmo tempo contra a ameaça neonazi e o fascismo. Por isso propomos a inclusão do antifascismo militante nos 4-5 pilares do Processo Altermundialista por uma Outra Europa.»

« Nous croyons que c’est impossible de se mobiliser et se battre contre les politiques néolibérales, sans se mobiliser et se battre en même temps contre la menace néonazie et le fascisme ! Et c’est pourquoi nous proposons d’inclure l’antifascisme militant aux 4-5 pylônes du processus de l’Alter Summit pour une Autre Europe. »

A actual crise do sistema capitalista tem algumas consequências incontornáveis. Embora muitos dos acontecimentos sociais e políticos no futuro próximo dependam de circunstâncias imprevisíveis, existe toda uma linha de acontecimentos inevitáveis – acontecimentos que resultam directamente da natureza da crise capitalista e não podem ser evitados nem iludidos, pela mesma razão que impede esta crise de desaparecer por artes mágicas.

Os eleitores irlandeses vão a votos, dia 31-05-2012, para decidirem se aceitam ou não o novo tratado de austeridade.

A situação na Grécia torna-se cada vez mais crítica. O Syriza e Alexis Tsipras estão a ser alvo de pressões e ataques inimagináveis por parte de todos os grandes meios de comunicação e dos outros partidos. Esta campanha violenta de ataque e desinformação visa forçar o Syriza a retirar as suas propostas.

O resultado das eleições para o Parlamento grego é uma reviravolta histórica na política do país – os partidos que sempre têm governado a Grécia desde a queda do regime militar, em 1974, e que assinaram os acordos com a Troika sofreram uma derrota clara. Esta perda de votos reverte em favor de quase todas as tendências da esquerda, incluindo as que propõem a suspensão da dívida e dos acordos de austeridade. Entretanto o crescimento das organizações neonazis não pode ser menosprezado.

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