Rui Viana Pereira

Fundador do CADPP. Tradutor, revisor e sonoplasta. Participa activamente em movimentos de organização e esclarecimento político. Nascido em Lisboa, Portugal, 1952.

Trabalhos publicados:
    • A Sustentabilidade da Segurança Social e o Desemprego – em co-autoria com Renato Guedes, in A Segurança Social É Sustentável; Bertrand Editora, 2013
    • Quem Paga o Estado Social em Portugal? – em co-autoria com Renato Guedes, in Quem Paga o Estado Social em Portugal?; Bertrand Editora, 2012

Doravante, perante a clareza de intenções e ânimos exibida no passado dia 15 de Setembro por mais de um milhão de pessoas nas ruas do país, qualquer acto das organizações políticas e sindicais que não tome esta demonstração em consideração, que se desculpe com a falta de consciência e mobilização dos trabalhadores, que procure apaziguar os ânimos e assinar compromissos, só pode ser visto como um acto de traição.

Vários movimentos sociais gregos lançam um apelo europeu, claramente baseado nos acontecimentos concretos verificados nesse país recentemente: «Cremos ser impossível mobilizar e lutar contra as políticas neoliberais, sem mobilizar e lutar ao mesmo tempo contra a ameaça neonazi e o fascismo. Por isso propomos a inclusão do antifascismo militante nos 4-5 pilares do Processo Altermundialista por uma Outra Europa.»

« Nous croyons que c’est impossible de se mobiliser et se battre contre les politiques néolibérales, sans se mobiliser et se battre en même temps contre la menace néonazie et le fascisme ! Et c’est pourquoi nous proposons d’inclure l’antifascisme militant aux 4-5 pylônes du processus de l’Alter Summit pour une Autre Europe. »

A actual crise do sistema capitalista tem algumas consequências incontornáveis. Embora muitos dos acontecimentos sociais e políticos no futuro próximo dependam de circunstâncias imprevisíveis, existe toda uma linha de acontecimentos inevitáveis – acontecimentos que resultam directamente da natureza da crise capitalista e não podem ser evitados nem iludidos, pela mesma razão que impede esta crise de desaparecer por artes mágicas.

Os eleitores irlandeses vão a votos, dia 31-05-2012, para decidirem se aceitam ou não o novo tratado de austeridade.

A situação na Grécia torna-se cada vez mais crítica. O Syriza e Alexis Tsipras estão a ser alvo de pressões e ataques inimagináveis por parte de todos os grandes meios de comunicação e dos outros partidos. Esta campanha violenta de ataque e desinformação visa forçar o Syriza a retirar as suas propostas.

O resultado das eleições para o Parlamento grego é uma reviravolta histórica na política do país – os partidos que sempre têm governado a Grécia desde a queda do regime militar, em 1974, e que assinaram os acordos com a Troika sofreram uma derrota clara. Esta perda de votos reverte em favor de quase todas as tendências da esquerda, incluindo as que propõem a suspensão da dívida e dos acordos de austeridade. Entretanto o crescimento das organizações neonazis não pode ser menosprezado.

Por muito incrível que pareça ao leitor desprevenido, a palavra de ordem dos grandes grupos económicos, em especial os que estão ligados à distribuição e às grandes superfícies comerciais, é exactamente a mesma dos grupos de activistas ditos extremistas: «Não pagamos esta dívida!»

A escola da Fontinha foi assaltada, roubada e vandalizada por um grupo de sujeitos vestidos de polícias. Trata-se de um ataque criminoso a iniciativas populares pacíficas e de grande valor cívico. Serão os criminosos responsáveis por estes actos de vandalismo levados a tribunal?

O MEE é constituído como um fundo financeiro, à semelhança do FMI.

«Artigo 3.º – Missão
O MEE tem como missão reunir fundos e prestar apoio de estabilidade, sob rigorosa condicionalidade»

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